Um vídeo da agem feito apenas com um pedido e uma música
Como o MEGA partiu de uma frase em texto e de uma faixa de fundo, e usou as MCPs e as skills do sandbox para compor, narrar e renderizar este vídeo promocional em pt-PT.
O vídeo aqui em cima não veio de um estúdio. Veio de uma caixa de texto. Pedimos ao MEGA para fazer um vídeo de apresentação da agem e juntámos um único anexo: a música de fundo. Tudo o resto — guião, cenas, capturas, voz pt-PT, transições, mistura sonora, render final e este próprio artigo — apareceu de dentro do sandbox, conduzido por MCPs e skills instaladas.
O que entrou no MEGA
O briefing inicial era curto: "faz um vídeo de apresentação da agem". Em anexo, um MP3: uma faixa instrumental escolhida para servir de fundo. Não houve storyboard, não houve script, não houve assets prontos. A única matéria-prima textual era a frase do pedido; a única matéria-prima sonora era a música. A partir daí, o MEGA tratou do resto sozinho.
O sandbox como oficina
Cada pedido no MEGA abre um sandbox: uma máquina efémera, isolada, com o repositório do site montado, ferramentas instaladas e uma cronologia em directo. Dentro dela vivem dois tipos de peças que fizeram este vídeo acontecer — skills (receitas pequenas e nomeadas) e MCPs (ligações tipadas a sistemas externos). Para este pedido, o painel do MEGA carregou seis skills activas e quatro MCPs instalados, e o agente foi puxando-os à medida do trabalho.
As skills marcam os passos. Uma garante que a brief não tem ambiguidades antes de qualquer ficheiro ser tocado. Outra emite eventos para a linha do tempo, para que cada operação fique visível enquanto acontece. Uma skill de autoria de vídeo trata da composição cena a cena, desenhando cada plano em HTML/CSS e deixando o ffmpeg renderizá-los frame a frame. No fim, uma skill cuida do commit, do branch novo e da abertura do PR; numa iteração de feedback, outra recebe os comentários e empurra ajustes para o mesmo PR sem criar um segundo.
Os MCPs dão os sentidos. Um MCP de filesystem deixa o agente ler e escrever ficheiros dentro do sandbox de forma controlada. Um MCP de fetch e um motor de crawling tocam nas páginas públicas de agem.pt, vadi.agem.pt e mens.agem.pt para verificar copy, cores e ecrãs reais. Um MCP da própria agem traz contexto interno e fornece a voz pt-PT — a narração que se ouve no vídeo. Um MCP de Gitea trata da parte final: branches, pull request, comentários e o link que ficou no fim deste artigo.
Do pedido ao MP4
Com as peças no sítio, a execução foi quase mecânica. O agente leu o brief, foi ver o site, escolheu os ecrãs, escreveu um guião curto em português de Portugal, gerou a voz, compôs cada cena como uma página HTML, abriu-as num browser headless para capturar os stills, montou os clipes com zoom subtil e transições variadas, sobrepôs a voz à música com ducking — para a música ceder espaço sempre que a voz entra — e fechou tudo num MP4 1920 por 1080 a 30 frames por segundo. A mesma corrida abriu o pull request com o vídeo, o poster, este texto e as alterações de código.
O resultado é um vídeo curto em pt-PT, com a música escolhida por baixo, que apresenta a agem como um sistema vivo: vadiagem como agenda local, personagem como identidade, mensagem como conhecimento, GEMA como sistema financeiro, MEGA como o software por trás disto tudo e GAME como a camada de gamificação. O começo é uma frase só — "AGEM" não é um nome, é o fim de muitas palavras — e o fim é um cursor verde a piscar em AGEM.PT, à espera do próximo pedido.
O fim da palavra. O começo do caminho.
agem